O “BEM Te-VI”

Prof. Dirceu Campos

AJORI – 440
Na jornada da vida figuras pitorescas marcaram sua passagem na Terra, no século passado, cada uma carregando sua cruz com diferentes características. Vamos conhecer a história do personagem pitoresco. O mascate Bem-Te-Vi, senhor interessante, idade avançada, que por acaso apareceu em Itapetininga na década de cinquenta, desconhecemos sua origem, proprietário de uma pequena banca de brinquedos e outras bugigangas permitindo assim sua sobrevivência, desde manhãzinha lá estava na Avenida Peixoto Gomide onde permanecia por longas horas. Estudantes e a molecada chamava pelo apelido (Bem-Te-Vi) deixando-o, irritado, respondia com palavras grosseiras e ameaçadoras, nem assim calava os ofensores, ainda riam mais , continuando as chacotas, com o decorrer do tempo acabou aceitando o alcunha .
No ano de 1963 avizinhava as eleição municipal, e na capital Paulista os estudantes lançaram a candidatura do cacareco para vereador.
Itapetininga não foi diferente os estudantes escolheram o Bem-Te-Vi para ser candidato a vereador, isto pelo seu modo de ser engraçado e já havia ganho a estima e a popularidade. E parte da população convenceram o Bem-Te-Vi a filiar-se em Partido politico para ser candidato a vereador. Candidatura essa estava se projetando, que se não se elegesse poderia ajudar a legenda em muito.
O Meritíssimo Juiz Eleitoral negou o registro. E o Bem-Te-vi não pode concorrer o pleito, mas em compensação ganhou a popularidade e tornou-se mais conhecido o que contribuiu a aumentar a venda de suas mercadorias.
Depois disso nada mais tivemos conhecimento de seu paradeiro.
Outro personagem que deixou saudades foi de uma figura interessante, “Gino”, moço engraçado, voz fina, humorado, sempre bem arrumada que desfilava pelas calçadas com machado nas costas. Nesse tempo não existia fogão a gás como nos dias de hoje, as donas de casa usavam na cozinha fogão de lenha . Ao ver o Gino com o machado nas costas solicitavam para rachar lenha no quintal. Então este simplesmente respondia: ” hoje não posso, pois estou com o machado de passeio” Mesmo que insistisse ele não fazia o serviço.

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